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JONATHAN DOUGHTY - F&B no início do impacto digital

“No Food & Beverage ainda só estamos no início do impacto digital"

18/04/2019

É responsável global de Foodservice, Leisure e Place Making na ECE, que gere cerca de 200 centros comerciais, em 14 países. Especialista no desenvolvimento de conceitos de serviço de food&beverage e de lazer para os centros geridos pela ECE, para investidores, parceiros e outros stakeholders da empresa, lançou, em 2017, o programa “We Love Food”, focado em antecipar tendências e criar conceitos inovadores para o setor. No VI Congresso da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) vai falar sobre como o food&beverage pode dar emoção ao mundo digital.

 

Lançou o projeto “WeLoveFood” em 2017. Porquê? O que conseguiu alcançar até agora?

Criámos a marca WeLoveFood para estabelecer um vínculo com a indústria alimentar. Na minha perspectiva, a marca ECE é muitíssimo conhecida no sector dos activos imobiliários e tem uma elevada reputação, mas não é uma marca emocional e é difícil criar uma comunidade exterior em torno dela. Por isso, a WeLoveFood funciona como um “selo” que transmite paixão pelos serviços, pela comida e pelas pessoas. Tornou-se popular de imediato porque era algo que estava em falta no sector. Tem tido um grande êxito a transformar a percepção que o público tem do nosso negócio e a criar uma nova comunidade em nosso redor. Uma das formas de medir o nosso sucesso é o facto de os operadores nos perguntarem quanto custa aderir. J Não custa nada – é grátis.

Na sua opinião, qual é o papel do food&beverage nos desafios que a revolução digital trouxe aos centros comerciais e ao comércio tradicional?

O digital teve um maior impacto no retalho do que no food&beverage. Ainda só estamos no início do “impacto digital”. Na minha opinião, esse impacto começou por ser visto como bastante negativo; houve a ideia de que as lojas iam fechar porque o público passaria a comprar tudo online. Por conveniência, sim, mas não pela experiência. O food&beverage é um aliado da experiência de ir a um centro comercial e de fazer compras, por isso, nem tudo é mau. O food&beverage dá aos consumidores razões para irem a um centro comercial; e, quando os consumidores já estão no centro comercial, dá-lhes razões para irem a determinada zona do Centro. A revolução digital também está a ajudar a “melhorar” o retalho. Durante demasiados os centros comerciais foram sítios aborrecidos, sempre iguais – tornaram-se lugares onde existam atividades e serviços pouco apelativos. Isto mudou sob a ameaça do digital, mas também com o apoio do digital.

 

Como é que se pode dar emoção a um mundo digital?

Emoções são emoções. Quer sejam despoletadas pela interacção física ou no plano digital, são sempre emoções. Ver um filme e chorar quando algo mau acontece é emoção, mesmo no digital. Eu uso o Skype para conversar com minha família quando estou longe e o meu filho de 3 anos ri e brinca comigo pela Internet. Devíamos parar de pensar em “físico” e “digital” e começar a pensar em “omniemoção” – receber estímulos emocionais em qualquer lugar e de qualquer lugar.

 

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