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GERD LEONHARD - Mais Conectados = Mais Humanos

“Quanto mais nos conectarmos, mais valor daremos àquilo que nos torna humanos”

17/04/2019

A experiência real do ser humano, baseada nas relações que estabelece com os outros, vai tornar-se mais valiosa. Estar offline vai ser o novo luxo, porque será cada vez mais raro. Porém, quanto mais nos conectarmos, melhor partilharemos aquilo que, no limite, nos torna humanos. Quem o diz é Gerd Leonhard, futurista, orador, autor e CEO da The Futures Agency, que participará no VI Congresso da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) com uma intervenção sobre Humanidade e Tecnologia. Leonhard vai antecipar o que nos reservam os próximos 10 anos, mas adianta que “o futuro já cá está, nós é que não lhe prestámos atenção”.

No futuro próximo, o foco da sociedade, do mundo dos negócios, da tecnologia e dos media será a assistência inteligente e não a inteligência artificial, porque aquilo que, no fundo, faz de cada um de nós humano continuará a ser o activo mais importante das empresas: “Hoje, o maior perigo não é que as máquinas tomem conta do mundo, mas que nós, humanos, nos tornemos demasiado parecidos com elas. Mas nós não somos digitais, as nossas relações não são feitas de códigos e não podemos fazer download da lealdade”, diz. À medida que a ficção científica se vai tornando cada vez mais a ciência dos factos, a imaginação ocupará o lugar de “traço mais valioso do ser humano”. As pessoas, acredita Leonhard, vão sempre procurar experiências e relações com outras pessoas: “Isso é o que verdadeiramente conta para nós, porque não vamos conseguir encontrar a felicidade duradora na nuvem, num ecrã ou numa app”.

O autor alerta para o facto de, a certa altura, o mundo online e offline irem tornar-se num só. Nesse contexto, as empresas que consigam alcançar os clientes em diferentes plataformas, proporcionando-lhes experiências digitais e reais, “são as que vão vencer”. Uma dessas experiências continuará a ser a ida às compras nos centros comerciais: “As pessoas vão querer continuar a ir às compras só pelo prazer de fazerem algo juntas em tempo real, de poderem estar juntas. As compras online e os canais digitais não serão mais do que ferramentas que sirvam um propósito, mas não conseguirão apagar a necessidade da experiência real: “As sociedades podem ser conduzidas pela tecnologia, sim, mas nunca deixarão de ser definidas pela Humanidade”, conclui.

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