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DEREK BARKER - Áreas alimentares fundamentais nos centros

"A área da alimentação continuará a ser crucial, até nos centros de conveniência"

24/04/2019

É Director Executivo do multipremiado gabinete de arquitectura e design HASKOLL. Com mais de 30 anos de experiência em design de centros comerciais, Derek Barker, uma figura de renome no sector, defende que a dimensão dos centros é hoje, e continuará a ser daqui a uma década, um factor chave para o seu sucesso: “Muitos centros encaixam-se na categoria de dimensão média e isso é perigoso. Centros em comunidades mais pequenas (de conveniência) vão prosperar, desde que melhorem em termos de qualidade. Os grandes centros, que ofereçam mais opções de escolha, também se sairão bem”. Desde que, defende, coloquem o envolvimento genuíno da comunidade num ambiente de qualidade como o seu grande foco.

O antigo presidente do júri dos ICSC Global Awards e dos ICSC European Shopping Center Awards e actual co-presidente do grupo ICSC Future Places, tesoureiro honorário do European Shopping Centre Trust e curador do Revo Educational Trust acredita que, no futuro, os centros comerciais de média dimensão irão sofrer alterações ao nível do aproveitamento de áreas atualmente inutilizadas e da demolição e reconstrução de outras áreas. A chegada da era digital veio transformar o processo de projeção dos centros, “tornando-o mais complexo” e o realismo dos desenhos CAD também “torna fácil deslumbrarmo-nos por eles e não sermos suficientemente críticos”.

Actualmente, Barker trabalha em projectos de reposicionamento de retalho na Dinamarca, Suécia, Suíça e Reino Unido e garante que a área da alimentação continuará a ser parte crucial dos centros, mesmo nos de conveniência, “mas haverá uma racionalização e redução em tamanho e quantidade”.

Quando questionado sobre o que os clientes procuram hoje num centro que não procuravam há décadas, Barker refere “melhores condições sanitárias e mobiliário mais confortável nas áreas de descanso, maior oferta na área da alimentação e acessos rodoviários mais fáceis e que lhes permitam chegar aos centros em menos tempo”.

Como podem, então, os designers preparar-se para estas e outras exigências da parte dos clientes para os próximos 10 ou 20 anos? Barker defende que será importante “estar a par das tendências emergentes e pesquisar como outros designers projectaram centros especiais e inovadores nos últimos tempos”. Manter-se a par das mudanças do sector em todo o mundo, e não apenas numa determinada região, e “não nos limitarmos a copiar o último centro que tenha sido construído na nossa cidade”, são também receitas para centros comerciais bem-sucedidos.

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